Trilhos Energéticos cria parceria com empresa pioneira nas Comunidades de Energias Renováveis (CER)

A Trilhos Energéticos estabeleceu, recentemente, uma parceria com a CleanWatts(CW), a empresa que inaugurou a primeira comunidade de energia renovável de Portugal e criou um programa com foco na angariação de pessoas ou instituições que tenham interesse nesta área. Segundo o cofundador da CW, Basílio Simões estão a "lançar um programa para angariar pessoas que sejam mais dinâmicas, que tenham gosto pela energia e que queiram criar as suas próprias comunidades de energia no seu bairro, na zona onde vivem"

Antes demais, as Comunidades de Energia Renovável baseiam-se no princípio de equidade de acesso a produções descentralizadas. Consistem na criação de comunidades constituídas por um conjunto de consumidores que, através de uma instalação partilhada, produz parte ou, no limite, a totalidade da energia elétrica que consomem, através de recursos renováveis. Desta forma, cada um dos membros poderá obter os benefícios de um sistema de autoconsumo, usufruindo da eletricidade gerada pela unidade de produção a um custo inferior ao praticado pelo seu comercializador habitual.

Neste contexto, para criar a Comunidade basta reunir 500m2 de telhado no total, podendo ser repartidos em 5x100m2 ou 10x50m2, num raio não superior a dois quilómetros. Com essa dimensão já é possível "garantir a sustentabilidade financeira da operação, com a energia a ter um preço "30 a 35% mais barato do que a tarifa normal que a pessoa paga hoje em dia".

A operação não terá custos para o cliente, uma vez que a CW será responsável pelo investimento na instalação dos painéis, bem como a gestão da comunidade de energia. Neste momento, já tem em Portugal, mais de uma dezena de comunidades de energia a funcionar, com perfil maioritariamente industrial.

O modelo da empresa, para além de trabalhar na descarbonização da sociedade e na descentralização da produção de energia, permitirá também a sua Democratização - "no sentido em que todos nós, particulares, pequenas empresas, instituições sociais, podemos produzir a nossa energia e decidir a quem vendemos também. Posso produzir no meu telhado e vender ao vizinho da frente, posso tomar a decisão de quem faz parte da minha comunidade. Não temos que estar à espera que um município decida numa assembleia municipal. Podemos começar e depois eles juntam-se, se quiserem".

Reforçamos ainda que foi lançado o primeiro aviso para candidaturas a apoios do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) à concretização de Comunidades de Energia Renovável e Autoconsumo Coletivo, com uma dotação de 30 milhões de euros. (Regulamento)


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